sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Conheça o Nascer Para Sonhar

As mudanças vêm com o tempo, com os erros e com novos olhares sobre a vida que se leva. Conheça essa mudança, conheça o Nascer Para Sonhar:

Sejam Bem Vindos (as),
Um abraço,

A escritora.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Como se não houvesse amanhã

Como se não houvesse amanha, eu ao acordar decido encarar o hoje. Não importa o que aconteça até a meia note deste dia, eu não desistirei. Distribuirei sorrisos e flores a todos que encontrar. Aprenderei a amar seus defeitos e a conhecê-los antes de julgá-los.
Num dia de guerra, mostrarei que há luz no meio de qualquer escuridão e que a sensação de morrer por alguém é melhor do que morrer sozinho. Celebrarei a vida daqueles que voltaram vivos e homenagearei aqueles que partiram.
Como o sol brilha para nós toda manha, meus lábios esparramariam alegria por onde houver tristeza. Em uma palestra da vida lhe darei motivos para viver. Mostrarei ao mundo que me importo com a natureza e plantarei uma arvore no centro da cidade de pedras. Farei com que o som de minha voz cante a mais bela canção e isso chegará aos ouvidos de todos os habitantes.
Numa tarde de chuva, compartilharei emoções que só as gotas d’agua podem nos fazer sentir. Te encontrarei durante meu caminho e num abraço viraremos apenas um. Farei com que o motivo pelo qual meu coração bata seja por ouvir o som de tua respiração. Me entregarei aos seus braços e desejarei nunca mais sair deles.
Como se não houvesse amanha, me deitarei ao teu lado e apreciarei a tua beleza. Agradecerei ao Senhor por ter te colocado em minha vida e por ter me dado mais uma chance de mudar quem eu sou. Fecharia meus olhos, sorria e me entregaria a um sonho do qual eu saberia que eu nunca mais poderei sair.

Aline Bueno

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Uma Viagem

Uma viagem está programada para o fim deste ano. Olhando-a de longe parece que ela está bem mais perto. Como se fosse amanha. Embora falte mais de um mês. E todos nós sabemos que em um simples e único mês, muita coisa pode acontecer. Infelizmente, tenho medo dela justamente porque tenho medo do que pode acontecer nela, mesmo a esperando há anos, talvez, seja melhor não ir. Talvez, seja melhor continuar assim. Já passei por tantas mudanças, mas esta eu simplesmente não quero. Eu procuro várias respostas e sei que junto a ela, eu descobrirei as verdades. Então, porque eu não quero as respostas para as minhas perguntas? Porque, talvez, eu não aceite as respostas? Porque talvez não queira acreditar no que for acontecer? Por isso, nesta linda quinta, eu me peguei bem pensativa, quando eu vi uma lágrima caindo dos meus olhos. É difícil você aceitar e enfrentar a verdade estampada num outdoor em sua frente.
Não importa o que eu pense, serão apenas simples pensamentos. A verdade e a realidade se encontraram daqui a mais de um mês. Com tudo o que vem acontecendo é melhor espera-las e ir se conformando de que quem eu sou hoje, eu não serei mais amanha. Porque estamos em constante mudança e necessitamos mudar para entender os pontos, as virgulas e as reticencias de nossa vida. Que o novo eu me faça melhor, me faça feliz e não me faça perder a consciência do que um dia eu acreditei ser uma viagem, e que no fundo era a mudança tão esperada e desejada durante um século e meio de minha existência!

Aline Bueno

sábado, 31 de agosto de 2013

Confusão

Eu fico me perguntando o porquê toda vez que olho pro nada, o meu pensamento toma o caminho que me leva diretamente a você. O nosso abraço, o seu sorriso, o seu olhar não saem da lente de meus olhos como se eu fixasse essas cenas e apertasse o botão replay a todo instante. Eu reviro cada momento contigo, minuto após minuto. Continuo me perguntando o porquê disso. Minhas mãos trêmulas rabiscam esse papel na garoa fria de abril, revirando todas as recordações e tentando entender o motivo para você não sair de dentro de mim. Eu seguro minhas pernas já sem forças e tento firmar minha cabeça para que eu consiga ficar ali sentada e não, simplesmente, cair sobre o mato molhado. O tempo parece não passar enquanto espero uma resposta sua. Pela primeira vez, prece não haver motivos para o que sinto. Apenas sinto falta de alguma coisa dentro de mim. Só não consigo descobrir o que é. Pareço incompleta, inútil, fraca, desolada e sem qualquer chance de caminhar de volta ao meu lar. Perco-me em pensamentos procurando palavras para descrever o meu estado agora. Perguntando-me se você está aí sentindo alguma coisa, pensando em alguém. Se alguma coisa aí dentro de ti mudou como em mim se modificou. Perguntando-me como tudo aconteceu daquele jeito e questionando-me se era ou não para acontecer. Pego o celular e olho a tela ansiando sua resposta.  Será que o seu desaparecimento também significa uma confusão? Simplesmente, não há palavras para expressar o que se criou aqui dentro e qual é a previsão dele permanecer incomodando-me.

Aline Bueno

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A Conexão

Foi naquela manhã, em meados de Agosto, que por um breve momento algo me conectou a um mundo. Um mundo que eu conhecia muito bem. Era o meu segundo mundo. Fazia tempo que eu não o visitava. Espantei-me com a intensidade da vinculação. Comecei a caminhar e olhar suas estruturas. Ele estava tão diferente. Tão solitário tão murcho. Sem vida. Sim, eu estava chocada demais com tudo o que via. A floresta completamente silenciosa. O castelo totalmente abandonado. Nenhuma alegria. Nenhuma cor. Nenhuma vida. Isso nunca havia acontecido. Tudo estava tão diferente. Parecia um outro mundo, não o meu. Não o que eu conhecia e amava. Os sons de meu mundo real se misturavam com o silêncio do meu segundo mundo. Isso será um sonho? É tão real! Eu ouvia a sua voz, só que nada fazia sentido. Cada palavra era uma facada aqui dentro. Então eu achei necessário gritar e soltar o que estava preso: um grito sem voz.
[...] Vejo vultos, ouço gritos agonizantes. Pessoas por toda a parte morrendo. E eu sem poder fazer nada. O umbral é isso? Ou será muito pior? Sou arrastada pela multidão para dentro de uma caverna. Estava escuro. Muito escuro. Aos poucos fui perdendo meus sentidos. Cheguei a achar que estava partindo, mas a morte é assim silenciosa? Calma? Solitária? [...] Alguém me cutuca e eu abro meus olhos. A luz o cega. Uma dor de cabeça muito forte se apossa de minha mente. Encontrava-me deitava sobre uma mesa de granito, o qual era gélido demais fazendo-me sentir frio. A minha roupa havia mudado. O meu estado se refletia na branquitude de meu vestido. A leveza me trazia paz. Era realmente um belo vestido. Até parecia um conto de fadas. Quando a princesa vai ao encontro de seu príncipe. O que eu não sabia era que a vida podia ser mágica, mas aquilo talvez fosse mais do que magia. Talvez fosse o remédio que eu precisava.
Levanto-me e passo a caminhar sobre o lugar que eu mal conhecia, mas que não me era tão estranho. Estava sozinha. Sabia que alguém havia me acordado, embora não o tenha encontrado em lugar algum. Medo. Angústia. Tristeza. A pouca luz refletia sobre o meu vestido branco como a neve. Por mais um momento, achei que chegou a minha hora. Até que deparei-me com uma porta. Havia uma legenda nela: TEU PASSADO. Assustada. Dei um passo pra trás, abaixei a cabeça e ouvi o meu coração. Ele pulsava mais forte, parecia que queria dizer algo. Gostaria que ele realmente me dissesse algo. Era só eu e ele. Tínhamos certa ligação e intimidade, mas nunca havíamos conversado. Talvez eu devesse ouvi-lo mais. Amá-lo mais. Ficar paralisada ali já não era mais aconselhável. Poderia voltar ou abrir aquela porta. Não estava confusa. Sabia o que queria. Então, busquei em algum lugar a coragem escondida por dentro de minha pele. Girei a maçaneta e entrei de corpo e alma em meu passado. Entrei num filme da minha vida. Não sabia onde estava, o porquê estava ali e o que aquilo significava. Entretanto, estava presente decifrando os códigos que a vida me deu e eu não consegui compreender.
Aline Bueno

domingo, 5 de maio de 2013

O Meu Silêncio


Andei pensando nos últimos dias, pra ser mais sincera, nos últimos meses o porquê eu simplesmente abandonei as folhas e as canetas. Indaguei-me se já não existia mais nada a escrever, se tudo o que eu sentia e pensava não tinha mais sentido, principalmente, a minha vida. Se já não tinha mais o que falar. Como se tudo tivesse acabado. Questionei-me sobre aquele meu mundo que criei. Como ele se encontra agora? Não me recordo quando o visitei pela última vez. Era a falta de tempo, o cansaço, a preguiça, a confusão ou não conseguir entender mais nada? Estamos em maio, quase exatamente no meio do ano de 2013 e este é o meu primeiro texto! Nunca fiquei tanto tempo sem sonhar e transcrever meu sonho para uma simples folha. Principalmente quando o número 13 significa muitas coisas para você. Como é possível esquecer a sua segunda vida? É normal se afastar dela? Apagar as lembranças? Esquecer do que ia escrever quando se tem tanto a dizer? Como se você pegasse o seu mundo, seu caderno, suas canetas, seus sentimentos, suas lembranças e os lacrassem em uma caixa e a deixasse ali em cima da sua estante. Olhar para ela todos os dias e não saber responder para si mesma o porquê não abri-la. O porquê virar as costas com lágrimas nos olhos. O porquê esquecê-la ali e torna-la invisível como se ela não fosse nada quando ela é a razão da tua existência.
Em toda a minha vida, sempre tive o que falar, mas hoje não tenho mais. Aos meus amigos, inimigos, familiares, amores e, principalmente, as minhas folhas eu lhes dou o meu silêncio. Pergunto-me até por que a inspiração deixou-me ou se fui eu quem a deixou. Aquelas três estrelas no céu, em meados de Agosto, não significam mais nada? Não é mais a resposta que eu tanto procurava?
A escrita sempre foi uma forma de desabafo... Hoje, talvez, não mais. Eu choro em cada canto enquanto minha mente pensa em coisas que logo em seguida eu esqueço. E que quando, mais tarde, eu procuro saber o que era descubro que a mesma foi deletada.
Ouço músicas para tentar traduzir, de certa forma, o que anda acontecendo aqui dentro, apesar, não é por isso que elas são escritas? Entretanto, parece haver algo a mais: mais forte, mais profundo, mais irracional, mais confuso. Como se não houvesse palavras para descrevê-lo. O que será isto? Amor? Saudade? Ódio? Algo muito mais além e complexo?
Já não aprecio o por do sol nem as estrelas. Já não falo sobre amor. Já não questiono as coisas. Eu já não me compreendo mais. O meu silêncio continua sendo a minha única resposta.
Não tenha isto como um simples desabafo. O tenha como a não complexidade do que está acontecendo e o não entendimento de tanto silêncio. O tenha como a longa e futura resposta para o descobrimento de que nem sempre nós temos a resposta em nossas mãos, de que sempre haverá incógnitas e cabe a você querer ou não, lutar ou não para descobri-las em palavras aglomeradas que se transformam em muito mais do que frases, mas em seu coração, sua mente, seu corpo ou sua alma e que depois deixe o silêncio e uma nova incógnita: Por quê?
Aline Bueno

sábado, 23 de março de 2013

Carta Anônima


Querido Anônimo,
Se você soubesse que há uma mistura de sentimentos dentro de mim me sufocando, talvez você saberia que o meu sorriso não é verdadeiro. Eu quero chorar agora e por mais que eu tente algo me impede. Por que é tão difícil assim chorar? Será que é por que eu não encontro motivos para assim o fazê-lo? E eu sinto a sua falta de novo. Neste fim de tarde nublado, eu desejo te ter em meus braços mais uma vez. Eu quero te sentir comigo e fazer um sorriso bobo sair de seus lábios. Embora eu me sinta confusa entre tudo o que anda acontecendo comigo. Eu não sei o que tem aqui dentro, só sei que machuca. Eu sabia que era bom demais pra ser verdade. Eu sabia que a minha felicidade duraria muito pouco. Hoje, eu estou aqui escrevendo esta carta, querido anônimo. Tentando desabafar porque está complicado aguentar tudo isso em silêncio. Seja quem for por detrás desta tela, que está lendo agora este texto e não está entendendo mais nada do que eu estou escrevendo, você já passou por isso, meu bem? Será que você agora se identifica comigo ou isso é um grande mar de palavras sem sentido? Tudo bem acho que te entendo! Mas será que você me entende? Não, querido anônimo. Você não entende, entretanto, mesmo assim tente entender, eu imploro. Eu estou desesperada. Eu não sei o que faço. Eu estou dividida entre um amor momentâneo e o que parece ser o amor da minha vida. O último até então não é correspondido. No entanto, ultimamente, eu ando sonhando muito com ele. Nos sonhos estamos juntos e felizes e é a primeira vez que isso acontece. E quando eu olho pra ele, eu vejo o meu futuro ali estampado. E se isso for uma mera ilusão? Eu não sei, por isso ando confusa! Confusa porque o meu amor momentâneo é aquele que me faz bem e me faz feliz. Só que parece que falta algo. E eu também gostaria de saber o que é. Você continua ai, querido anônimo? Entende agora o meu desespero? Eu sei que não é da sua conta e nada disso escrito aqui mudará a sua vida, mas a quem leu isto até o final, eu agradeço de coração. E peço desculpas a quem não achou nada de interessante aqui, porque é uma carta-desabafo e um dia você preencherá o lugar que preencho agora. Você entenderá cada pensamento meu, embora assim como eu não tenha resposta para todas estas perguntas. Com carinho,
A mulher por detrás desta tela

Aline Bueno