segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Eu sou o ar, eu sou o vento


Sou uma brisa leve que toca teu corpo. Que no frio te arrepia. No calor te refresca. Quando estás carente aquele que lhe conforta com um abraço. Quando dormes aquele que lhe dá um beijo de boa noite. Quando estás feliz aquele que lhe completa. Eu sou o vento. Sou o ar, o seu oxigênio. Sou apenas um, embora seja composto por três gases. Aquele que ri com doçura, como se o meu riso emoldurasse um breve assovio. Aquele que põe a mão em teu ombro diante de uma situação complicada e lhe diz: não foi desta vez e, mesmo assim, não desista. Aquele que ouve os teus desabafos e tuas tristezas, o teu choro, tuas alegrias, tuas inconformações e não lhe diz nada. Só fica ali ouvindo e ouvindo. Mas, quando tu finalizas aquele que lhe abraça com força e lhe conforta trazendo-lhe paz, fazendo-te esquecer do que foi dito. Aquele que não lhe deixa solitário, embora não o percebestes nunca lhe abandona. Presente em teus sonhos mais profundos e mais loucos. Aquele que seca tuas lágrimas, que sabe identificar o que se passa por sua mente. Aquele que diz “Não fique aí, é perigoso demais. Vá embora!” e assopra uma brisa gelada em teu rosto fazendo que com que saístes do lugar o mais rápido possível. Eu sou o vento, sou uma brisa leve, sou o ar, o seu oxigênio. Sou como seu melhor amigo. E mesmo que não me enxergastes e pouco me ouvistes sou aquele que jamais lhe abandonou. Sim, eu sou apenas o vento!
Aline Bueno

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