segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Eu sou o ar, eu sou o vento


Sou uma brisa leve que toca teu corpo. Que no frio te arrepia. No calor te refresca. Quando estás carente aquele que lhe conforta com um abraço. Quando dormes aquele que lhe dá um beijo de boa noite. Quando estás feliz aquele que lhe completa. Eu sou o vento. Sou o ar, o seu oxigênio. Sou apenas um, embora seja composto por três gases. Aquele que ri com doçura, como se o meu riso emoldurasse um breve assovio. Aquele que põe a mão em teu ombro diante de uma situação complicada e lhe diz: não foi desta vez e, mesmo assim, não desista. Aquele que ouve os teus desabafos e tuas tristezas, o teu choro, tuas alegrias, tuas inconformações e não lhe diz nada. Só fica ali ouvindo e ouvindo. Mas, quando tu finalizas aquele que lhe abraça com força e lhe conforta trazendo-lhe paz, fazendo-te esquecer do que foi dito. Aquele que não lhe deixa solitário, embora não o percebestes nunca lhe abandona. Presente em teus sonhos mais profundos e mais loucos. Aquele que seca tuas lágrimas, que sabe identificar o que se passa por sua mente. Aquele que diz “Não fique aí, é perigoso demais. Vá embora!” e assopra uma brisa gelada em teu rosto fazendo que com que saístes do lugar o mais rápido possível. Eu sou o vento, sou uma brisa leve, sou o ar, o seu oxigênio. Sou como seu melhor amigo. E mesmo que não me enxergastes e pouco me ouvistes sou aquele que jamais lhe abandonou. Sim, eu sou apenas o vento!
Aline Bueno

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

As escolhas são necessárias


A vida vai e a vida vem. Em muitas das vezes, ela lhe pergunta: “Valerá à pena? O que lucrará? O que perderá? Afetará algo ou alguém? E se for pelo caminho contrário?”. Contudo, você ainda não possui as respostas, ainda não concretizou teus planos. Sua mente continua bagunçada com tantos caminhos a serem decididos. Pois bem, você pensa e analisa o teu próprio ponto de vista, embora esteja esquecendo de que no mundo você não é o único que o reside. Acaba por não analisar corretamente, por não se importar com as perguntas que a vida te fez. Só enxerga o seu próprio ego. E acaba agindo sem ter a certeza do que estava realmente fazendo. Você se vê uma pessoa decidida e competente por ter feito uma escolha, seja qual for ela. Passam-se dias, depois semanas e logo meses. Porém, quando você chega aqui onde estou agora é que tem as respostas para cada uma das perguntas que a vida te fez um dia: “Não valeu a pena. Lucrei uma fama maléfica e perdi todos os que tinham ao meu lado, meus amigos, minha família, aquele alguém especial. Afetei e destruí todos os laços de quem amo ou de quem um dia amei. E, por último, o caminho contrário se revelou a melhor opção em que deveria ter tomado”. O que sobrou? A solidão, o desgosto, a angústia, a tristeza! O que fazer? Voltar na hora de decidir o que decidiu é impossível, assim como, tentar consertar o erro. Apenas remanesce uma mudança e uma oração pedindo para que alguém que não tenha o coração de ferro volte a falar contigo. Não é fácil passar por situações como esta. E quando você vê teus erros, passou-se quanto anos, quantos séculos? Uma vida até? E é por isso que as escolhas são necessárias. São necessárias para distinguir o que é maléfico para a vida e o que é benéfico. Assim, antes de torná-la real, seja qual for a escolha, seja pequena, ou seja, grande pense muito porque um simples passo, uma simples palavra pode mudar o rumo da sua vida, da sua história, da sua identidade.
Aline Bueno

domingo, 1 de janeiro de 2012

A Hora de ...


Fim de ano chegando. Está na hora de relembrar tudo o que aconteceu, todas as promessas, as conquistas e os acontecimentos não tão agradáveis. Hora de ver o quão rápido este ano passou e quantas coisas optamos em deixar pra trás. Outras tantas que perdemos pra que, assim, conseguíssemos ganhar algo muito melhor. Hora de ver os erros e os acertos e tentar mudar e melhorar para que neste novo ano não se cometa os mesmos absurdos. Hora de sorrir e se inundar com as lágrimas da alegria, sabendo que o ano passou e que foi bom, pode não ter sido o melhor, mas sobrevivemos a ele. Hora de comemorar e festejar o ano que se foi e o que está vindo. Hora de abraçar, de curtir, de beijar, de fazer promessas (mas lembre-se de prometer aquilo que está ao seu alcance). Hora de agradecer por ter enfrentado o ano que se passou com muita força e garra e pedir para que neste novo ano tenhamos muito mais do que isso. Que os céus nos cubram com o poder da bondade e da felicidade, da paz e do amor. E que, em cada ser, se crie um rumo que vale a pena ser seguido, sem dor ou arrependimento.
Aline Bueno