sábado, 12 de novembro de 2011

Procurando o amor


Um dia eu tentei. Eu juro que tentei escrever sobre o amor. Não consegui. Fiquei horas pensando em maneiras para que pudesse descrevê-lo. E nenhuma palavra se harmonizou com outra. Foi como tentar juntar dois ímãs com a mesma polaridade. Sem sucesso. Mas eu não desisti, ao contrário, eu persisti. Ainda assim, nada parecia ter um sentido. E se passaram dias, noites, semanas, meses e anos. Não obtive algum resultado. Escrever sobre o amor, parecia tão difícil, impossível. Cinco anos tentei e jamais consegui. Eu apenas escrevia sobre a desilusão, o amor não correspondido, o ato de vassalagem a qual me submetia dia após dia. Muitos me consagravam louca. E, de fato, eu era. Era louca, louca para encontrar o amor. O procurei no sofrimento, na tristeza, na escuridão, na dor, na solidão e só encontrei lágrimas. Já havia ouvido dizerem da felicidade, da luz, do prazer, da esperança e nunca quis, ao menos, me submeter a procurar em nenhum deles. Assim, eu jamais soube o efeito de amar. Procurei nas mais profundas trevas, experimentei os mais amargos sentimentos, aprovei o nada. No entanto, eu já havia cansado. Desisti de procurar o amor. Desisti de tudo o que eu havia conquistado. Atirei-me ao chão sem pensar no que poderia vir depois. Ali naquele mesmo lugar passei frio, fome, calor, sede. E um dia quando eu menos esperava, quando eu preferia a morte, alguém chamou pelo meu nome. Chacoalhou-me e fez-me abrir os olhos na escuridão. Foi assim que eu achei o amor. Ou melhor, o amor me encontrou. Ele estava em teu olhar, em tua boca, teu sorriso, tua voz. Nunca desejei tanto te ter em minhas mãos. Agora que eu me sinto completa, eu prometo jamais fugir do amor. Porque só o encontramos uma vez em toda uma vida. E eu não quero perdê-lo. Porque eu sei que sem o amor, eu viro um nada, sou somente lágrimas.
Aline Bueno

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Decepção


 A decepção ela vem assim quando a gente menos espera e com quem mais confiamos. É como um banho de água fria no inverno. É como andar sobre o fogo. É como um raio que atravessa nosso coração. É como sentir frio no calor e calor no frio. É como levar um choque na sua alma. Você paralisa. Não tem sentidos, não consegue racionar e muito menos acreditar naquilo. Você se pergunta "Por que isso? Por que ela? Por que comigo?". Embora lá no fundo não queira saber realmente a resposta. O que acontece depois? Você entra em contato com a emoção de chorar e assim o faz durante um bom tempo. Até que a tempestade de raiva dentro de ti tenha passado, você é somente lágrimas. Lamenta-se, senti raiva, ódio, pavor, desespero. Depois se acalma. A decepção é assim: passageira. No entanto, você nunca se esquecerá de tudo o que passou, serão relembrados eternamente. Mas, a decepção que é um sentimento é coisa de momento.
Aline Bueno