domingo, 12 de junho de 2011

Olhe para o mundo e me diga: O que você vê?


São as diferenças ou as semelhanças? É o seu próprio ponto de vista ou o de um alguém que você julga ser mais aprimorado? São sentimentos bons ou ruins? É fé ou desgosto? Amor ou tristeza? Humildade ou arrogância? Não sabe por onde começar a descrevê-lo? Se começa pela direita ou pela esquerda, por cima ou por baixo? O que retratar neste amplo assunto? Olhe para o mundo e me diga: “O que você vê? Quais são as menores coisas da vida?” Uns podem responder sobre sentimentos. Mas, não é isto o que eu realmente quero retratar. Seja para ir ao trabalho ou estudar, passamos por ruas, avenidas, praças, prédios, casas, entre outros. Você, uma pessoa tão ocupada com si mesma, consegue me descrever exatamente quais são as formas, as cores, os objetos existentes durante todo este caminho de sua casa ao seu lugar de estudo e aprendizado? São poucos, que conseguem descrever. Eu mesma, não poderei dizer que assim o faço. Não sou detalhista. E esta falta de percepção, acaba com momentos maravilhosos e significantes para nosso bem-estar. Não concorda? Vamos ver se até ao final deste texto, sua opinião não mude!
Por um breve momento, pare e olhe a sua volta. Percebe o quanto há diferenças entre as coisas? Umas são mais altas. Outras são mais acentuadas. Umas são figuras geométricas. Outras são tão bem feitas que nos parecem ser perfeitas. Umas retilíneas. Outras tão curvas. Umas com cores radiantes que nos fazem perceber o quanto o mundo é maravilhoso. Outras tão molhadas. Umas espinhosas. Outras hiper lisas. Umas são de cores claras, enquanto outras são de cores mais obscuras. Umas têm formatos engraçados. Outras nos fazem até chorar. Umas tão brilhantes que acabam por fazer o opaco se empobrecer. Umas com, outras sem brilho, seja ele natural ou artificial. Cores tão normais são vencidas por cores tão anormais. E que coisas são essas? O que você quiser e puder imaginar: um papel, uma caneta, uma flor, uma árvore, uma estrada, uma casa, um apartamento, uma rua, o céu, uma comida, uma roupa... O que sua imaginação for capaz de criar.
Reparar nas coisas tem seu valor. Por isso, em dias de sol, por um curto minuto, eu paro para admirar o pôr do sol da onde quer que eu esteja. Aí, eu penso: “Como é lindo, como é cheio de vida, de amor, de esperança. Que pena que certas pessoas não tem a capacidade de ver o mesmo cenário que eu vejo, quase todos os dias. Sabe, agora eu entendo porque muitas pessoas lutam para viver mesmo tendo em suas mãos nenhuma moeda para comprar uma comida. É a esperança que esta imagem nos traz. Tão viva, tão bonita. Que pena que as pessoas não podem ver e rever estas pequenas coisas da vida. Maravilhosas, que mesmo depois de um longo e difícil dia, lutam para dar seu melhor. E são cenas como estas que me dão força e coragem para viver uma curta e duradoura vida.”
Olhe para o mundo e me diga agora: O que você vê? São tantas diferenças, que acabam se tornando semelhantes. Cada uma completa por si, se diferencia em, pelo menos, uma coisa. E você aí, de mal com a vida. Por isso, te digo:
“Erre quantas vezes for preciso errar. Caía, quantas vezes for preciso cair. Chore, grite o quanto necessitar. Não tenha medo de ser diferente das outras pessoas. Do mesmo modo que, o mundo em si e o que lhe acompanha é totalmente distinto. Mas, nunca perca sua fé. Ela é o que te guia a cada segundo. É a responsável por te dar conquistas que você mesmo julgava ser impossível. Sofra e se lembre que existem pessoas num lugar pior do que você se encontra. Acima de tudo, levante e recomece do zero. Não tenha a vergonha de dizer que errou. E nunca se arrependa de teus atos. Porque você não nasceu sabendo o que fazer, o que seguir, e quais seriam as consequências de tuas ações. Ninguém te disse nada, apenas: o mundo lá fora é difícil. E mesmo que lá atrás, você não tenha ligado para isto e hoje você vê que realmente aquela pessoa estava dizendo a verdade, não desanime. Há muito ainda o que ver, aprender e sentir. Ainda haverão muitas barreiras durante a caminhada de tua vida. Isto, não é o fim de tudo. E sim, o começo de uma nova evolução. A qual você está inserido e faz uma grande influência. Tome cuidado, porque a mesma coisa que te faz bem, pode te fazer mal. Quando se tem fé, as coisas podem não acontecer do jeito que gostaria, mas o resultado será muito melhor do que se espera. Corra atrás porque ainda é tempo. E mude de caminho se sabe que o mesmo só lhe trará mais angustias. Você tem a vida que quer, e as conquistas que deseja. Não deixe que grandes coisas sem nenhuma importância te atrapalhe de enxergar o melhor que a vida tem para nos presentear.”
Aline Bueno

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