sexta-feira, 29 de abril de 2011

Aceitar as coisas como são...

Aceitar as coisas como são é tão difícil quanto compreender o porquê elas estão acontecendo. Não sei se o erro foi meu ou se é apenas mais um obstáculo que sou obrigada a enfrentar. O fato é que eu criei expectativas e ilusões demais. Fui além do que podia. E por isso, pela terceira vez, eu me machuquei. Só que desta vez, o que eu tanto ansiava era certo. Pena que foi só mais uma esperança criada e destruída. Eu tenho saudades daquela época em que eu era uma garotinha ingênua e inocente, que não tinha descoberto como era o verdadeiro mundo. Que não sabia que existiam pessoas más. Que não havia descoberto o que era o amor, e logo em seguida, a dor de uma perda, o vazio, o torpor e a angustia. Eu tenho saudades de quando um abraço, um ‘eu te amo’ e um ‘se cuida’ eram verdadeiros. Porque hoje, depois de descobrir tudo isto, o que me resta é só a lamentação e a dor. Cair três vezes pelo mesmo motivo, ficar com o coração partido e continuar vivendo, não é algo que se possa explicar que se possa entender. As decepções veem assim: quando menos a esperamos, quando menos estamos preparados, elas surgem. Não há como explicar. Só sentir mesmo. Mas, depois de tudo que passei tudo o que senti, ainda acredito que por trás desta tristeza há uma alegria. Que por trás desta dor haverá um amor. Que por trás deste buraco sem fim há uma esperança. Uma esperança de um dia amar e ser correspondida. De encontrar a paz e a felicidade. De voltar a sorrir, sem segurar uma lágrima. De achar meu lugar neste mundo. De amar, confiar e não se decepcionar. Acredito e jamais deixarei de acreditar nestas coisas. Porque eu tenho certeza de que coisas piores acontecerão. Que eu ainda cairei e me decepcionarei muito. Mas ninguém vem ao mundo para sofrer, se não lutar e aprender a amar, a ser feliz. Enfim, viver!
Aline Bueno

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